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ECULIZUMABE, comercialmente conhecido como SOLIRIS, é um medicamento biológico inovador indicado para o tratamento de doenças raras, graves e potencialmente fatais, como a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), a Síndrome Hemolítico-Urêmica Atípica (SHUa), a Miastenia Gravis generalizada refratária e a Neuromielite Óptica (NMOSD).
Trata-se de uma terapia de alto custo, geralmente indicada para pacientes que apresentam resposta insuficiente ou inexistente às terapias convencionais, sendo, em muitos casos, essencial para a preservação da vida e da qualidade de vida.
Trata-se de uma terapia moderna e altamente especializada, que representa um avanço significativo no tratamento dessas enfermidades complexas, marcadas por intensa atividade inflamatória e risco elevado de complicações sistêmicas.
Para pacientes que convivem com quadros clínicos progressivos e refratários, nos quais os tratamentos tradicionais não oferecem controle adequado da doença, o Eculizumabe surge como uma alternativa terapêutica transformadora, capaz de reduzir eventos graves, hospitalizações recorrentes e a progressão da doença.
Devido ao seu elevado custo, muitos pacientes enfrentam dificuldades para obtê-lo, recorrendo frequentemente a ações judiciais para garantir seu acesso.
O Eculizumabe (Soliris) é indicado para o tratamento de várias condições, incluindo:
O Eculizumabe é amplamente indicado para pacientes com Hemoglobinúria Paroxística Noturna, uma doença hematológica rara caracterizada pela destruição dos glóbulos vermelhos mediada pelo sistema complemento.
Ao inibir a proteína C5, o medicamento reduz de forma significativa a hemólise intravascular, diminui o risco de trombose, principal causa de mortalidade nesses pacientes, e promove melhora expressiva da qualidade e da expectativa de vida.
Outra indicação relevante do Eculizumabe é a Síndrome Hemolítico-Urêmica Atípica, condição rara marcada por microangiopatia trombótica, insuficiência renal aguda e disfunção de múltiplos órgãos.
O bloqueio do sistema complemento interrompe o processo inflamatório descontrolado, prevenindo danos renais permanentes, reduzindo a necessidade de diálise e evitando a progressão da doença.
O Eculizumabe é indicado para o tratamento de Miastenia Gravis generalizada em pacientes adultos com anticorpos anti-receptor de acetilcolina (anti-AChR) que não obtiveram resposta adequada às terapias convencionais.
Sua atuação específica no sistema complemento reduz a destruição da junção neuromuscular, resultando em melhora da força muscular, redução das crises miastênicas e maior autonomia funcional.
Pacientes com Neuromielite Óptica, especialmente aqueles positivos para anticorpos anti-aquaporina-4 (AQP4), também se beneficiam do Eculizumabe.
O medicamento reduz significativamente a ocorrência de surtos inflamatórios que podem levar à cegueira e à paralisia, oferecendo maior estabilidade clínica e preservação neurológica.
Em situações excepcionais, o Eculizumabe pode ser utilizado de forma off-label em outras doenças raras mediadas pela ativação descontrolada do sistema complemento, como algumas formas de microangiopatia trombótica associada a transplantes.
Nesses casos, o uso é avaliado individualmente, considerando a gravidade do quadro clínico, a ausência de alternativas terapêuticas eficazes e a evidência científica disponível.
O Eculizumabe também é indicado para crianças e adolescentes diagnosticados com HPN ou SHUa, sendo frequentemente a única terapia capaz de controlar a progressão da doença.
Seu uso precoce é fundamental para evitar sequelas irreversíveis, garantir o desenvolvimento adequado e reduzir internações recorrentes.
Essas indicações são respaldadas por estudos clínicos e aprovações regulatórias, conforme detalhado na bula oficial do medicamento.
Devido ao elevado custo do Eculizumabe (Soliris) muitos pacientes buscam seu fornecimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou planos de saúde privados.
No entanto, é comum enfrentarem negativas, seja pela ausência do medicamento nas listas oficiais de dispensação do SUS ou por restrições impostas pelos planos de saúde.
Em situações onde há recusa no fornecimento, os pacientes podem recorrer ao judiciário para garantir o acesso ao tratamento. Decisões judiciais têm frequentemente determinado que tanto o SUS quanto os planos de saúde forneçam o Eculizumabe (Soliris) a necessidade médica e a ausência de alternativas terapêuticas eficazes.
Uma liminar é uma decisão judicial provisória concedida no início de um processo, destinada a assegurar um direito urgente que, se não atendido de imediato, pode resultar em dano irreparável ou de difícil reparação.
No contexto de fornecimento de medicamentos como o Eculizumabe (Soliris) a liminar pode ser solicitada para que o SUS ou o plano de saúde forneça o medicamento antes da conclusão definitiva do processo.
A liminar, se concedida, obriga o SUS ou o plano de saúde a fornecer o medicamento imediatamente, mesmo que o processo principal ainda esteja em andamento.
Sim, há diversas decisões judiciais favoráveis ao fornecimento do Eculizumabe (Soliris).
Vejamos:



O SUS ou Plano de Saúde não quer cumprir a liminar, o que fazer?
Se o SUS ou o plano de saúde não cumprir a liminar, é possível:
Comunicar o Descumprimento ao Juiz: Informar ao juiz responsável pelo caso sobre o não cumprimento da liminar.
Solicitar a Aplicação de Multa: Pedir ao juiz que imponha uma multa diária pelo descumprimento da ordem judicial.
Requerer Medidas Coercitivas: Solicitar outras medidas que obriguem o cumprimento, como o bloqueio de valores das contas do ente público ou do plano de saúde para a aquisição do medicamento.
É fundamental contar com o apoio de Advogados Especialistas em Medicamentos de Alto Custo, para tomar as medidas legais cabíveis e garantir o cumprimento da decisão judicial.
O Eculizumabe (Soliris) representa um avanço expressivo no tratamento de doenças raras, graves e potencialmente fatais, que por décadas impuseram desafios significativos à medicina, sobretudo em pacientes que não respondiam adequadamente às terapias convencionais disponíveis. Condições como a Hemoglobinúria Paroxística Noturna, a Síndrome Hemolítico-Urêmica Atípica, a Miastenia Gravis generalizada refratária e a Neuromielite Óptica sempre estiveram associadas a elevado risco de complicações, progressão clínica acelerada e impacto profundo na expectativa e na qualidade de vida dos pacientes.
O surgimento do Eculizumabe trouxe uma nova perspectiva terapêutica para indivíduos acometidos por essas enfermidades complexas, frequentemente marcadas por hospitalizações recorrentes, limitações funcionais severas, comprometimento orgânico progressivo e risco concreto de morte. Ao oferecer controle efetivo da atividade inflamatória mediada pelo sistema complemento, o medicamento passou a representar, em muitos casos, a principal, ou única alternativa terapêutica capaz de estabilizar o quadro clínico.
Diferentemente dos tratamentos clássicos, que atuavam de forma inespecífica e, muitas vezes, com eficácia limitada, o Eculizumabe introduziu uma abordagem moderna, direcionada e altamente específica, atuando como anticorpo monoclonal que bloqueia a proteína C5 do sistema complemento. Esse mecanismo inovador interfere diretamente na fisiopatologia das doenças para as quais é indicado, prevenindo a ativação terminal do complemento e reduzindo de maneira significativa a inflamação, a hemólise e o dano tecidual.
Essa atuação precisa permite controle clínico mais eficaz e sustentado, com redução expressiva de eventos graves, crises agudas, progressão da doença e complicações irreversíveis, como insuficiência renal, tromboses e déficits neurológicos. Para pacientes com quadros refratários ou de evolução crônica, o Eculizumabe representa uma mudança concreta no prognóstico, possibilitando maior estabilidade, autonomia funcional e melhoria substancial da qualidade de vida.
Além do impacto direto no controle das doenças mediadas pelo complemento, o uso do Eculizumabe viabiliza estratégias terapêuticas integradas, permitindo a associação com outras abordagens clínicas e a redução da dependência de intervenções invasivas ou tratamentos de suporte contínuos, como transfusões sanguíneas ou diálise. Evidências científicas robustas demonstram que seus benefícios são potencializados quando o medicamento é utilizado dentro de protocolos bem definidos e sob acompanhamento médico especializado.
Diante de sua atuação inovadora, alta eficácia clínica e sólido respaldo científico, o Eculizumabe consolida-se como uma das terapias mais relevantes no tratamento moderno das doenças raras mediadas pelo sistema complemento. Quando corretamente indicado, o medicamento não apenas reduz significativamente a progressão e as complicações dessas enfermidades, como também redefine o cuidado terapêutico desses pacientes, oferecendo uma alternativa moderna, precisa e alinhada aos princípios da medicina de precisão.
Diante dos desafios para seu acesso, é crucial que os pacientes estejam cientes de seus direitos e busquem orientação jurídica adequada para garantir o tratamento necessário.
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